Preço de atacado, revenda e consignação no artesanato
Entenda como definir preço de atacado para lojas, como funciona a revenda e o que combinar na consignação de artesanato.
Vender direto para o cliente final não é o único caminho. Lojas de presentes, cafés, espaços de decoração e ateliês coletivos também vendem artesanato. Para isso elas compram em quantidade ou expõem as peças em consignação.
Cada modelo pede um preço diferente. Se você usar o preço de varejo no atacado a loja não consegue revender. Se baixar demais você trabalha no prejuízo.
Varejo, atacado e consignação
| Modelo | Como funciona | Quem assume o risco de não vender |
|---|---|---|
| Varejo | você vende direto ao cliente final | você |
| Atacado | a loja compra várias peças e revende | a loja |
| Consignação | a loja expõe as peças e paga só o que vender | você |
Como a loja forma o preço dela
A loja precisa de margem para pagar aluguel, equipe e impostos. Muitas lojas vendem a peça por um valor perto do dobro do que pagaram ao fornecedor. Pergunte qual é a margem da loja antes de fechar.
Isso muda a sua conta. O preço final na loja deve ficar perto do seu preço de varejo. Se ficar muito acima a loja não vende. Se ficar muito abaixo quem compra direto com você se sente lesado.
Como calcular o preço de atacado
- Calcule o custo real da peça com material e tempo.
- Defina uma margem menor que a do varejo. O volume compensa a margem menor.
- Confira se o preço final da loja fica perto do seu preço de varejo.
- Defina um pedido mínimo por modelo.
Exemplo: a peça custa R$ 60 com material e tempo e você vende por R$ 130 no varejo. Um atacado de R$ 70 deixa a loja vender por cerca de R$ 140. O preço final fica alinhado e a sua hora continua paga.
Se o custo com tempo fosse R$ 80 essa peça não caberia no atacado. Nesse caso vale criar uma versão mais rápida ou manter o modelo só no varejo.
Que peças funcionam melhor para lojas
Peças padronizadas, repetíveis e rápidas de produzir funcionam melhor no atacado. Peças sob medida e muito personalizadas costumam render mais na venda direta.
Consignação: o que combinar por escrito
- percentual que fica com a loja
- prazo de acerto, como mensal ou quinzenal
- quem responde por peça danificada ou extraviada
- por quanto tempo as peças ficam expostas
- como funciona a retirada das peças
- lista de peças entregues com quantidade e preço, assinada pelas duas partes
Na consignação o seu dinheiro fica parado até a venda. Por isso comece com poucas peças e acompanhe o giro antes de ampliar.
Sinais de que a parceria vale a pena
- a loja combina com o seu público
- as peças ficam bem expostas
- os acertos acontecem no prazo
- os outros produtos da loja têm preço coerente com o seu
Erros comuns na venda para lojas
- usar o mesmo preço para varejo e atacado
- entregar peças em consignação sem lista assinada
- aceitar pedido grande sem capacidade de produção
- vender no atacado abaixo do custo com tempo
Onde o Artesã entra
No Artesã você pode cadastrar a loja como cliente e registrar cada lote como uma encomenda com prazo, valor e status. Os relatórios ajudam a comparar quanto cada canal rende no mês.
Conclusão
Vender para lojas pode trazer volume e previsibilidade. Mas o preço precisa ser pensado para esse canal. Com custo e tempo claros você sabe quais peças cabem no atacado e quais rendem mais na venda direta.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre atacado e consignação?
No atacado a loja compra as peças e assume o risco de não vender. Na consignação a loja só paga o que vender.
Quanto a loja fica na consignação?
O percentual varia bastante entre lojas. Combine o valor por escrito antes de entregar as peças.
O preço de atacado pode ficar abaixo do custo?
Não. O preço de atacado deve cobrir material e tempo e ainda deixar alguma margem.
Vale a pena vender artesanato em consignação?
Pode valer quando a loja tem o público certo e paga em dia. Comece com poucas peças e acompanhe o resultado.
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